- Dificuldade para engolir alimentos sólidos (disfagia)
- Impactação alimentar — comida parada no esôfago
- Dor torácica não cardíaca
- Pirose que não responde bem a IBP
- Regurgitação
- Em crianças: dor abdominal, náusea, vômitos e recusa alimentar
- Perda de peso e falha de crescimento (pediátrico)
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Causas e fatores de risco
É considerada doença alérgica/imunomediada — o esôfago reage a antígenos alimentares ou ambientais. Fatores relacionados:
- Alergias alimentares — leite, trigo, ovo, soja, oleaginosas e frutos do mar são gatilhos frequentes
- Alergias ambientais — pólen, ácaros, pelos de animais
- História pessoal ou familiar de asma, rinite alérgica, dermatite atópica
- Predisposição genética
- Mais comum em homens jovens (20-40 anos), mas ocorre em qualquer idade
Diagnóstico: endoscopia com biópsias esofágicas (pelo menos 6 fragmentos) mostrando ≥15 eosinófilos por campo de grande aumento.
Baseado nos “3 D”: Drogas, Dieta e Dilatação.
- Inibidores da bomba de prótons (IBP) em dose alta — primeira linha, resolve ~50% dos casos
- Corticoide tópico deglutido — budesonida ou fluticasona (spray usado como deglutição, não inalação)
- Dieta de exclusão — eliminar 6 alimentos (leite, trigo, ovo, soja, oleaginosas, frutos do mar) e reintroduzir gradualmente para identificar gatilhos
- Dupilumabe — anticorpo monoclonal, opção em casos refratários
- Dilatação endoscópica em estenoses e anéis fibróticos que causam impactação
- Acompanhamento com endoscopia para monitorar resposta ao tratamento
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Quando procurar atendimento médico
- Impactação alimentar aguda (comida entalada não sai) — emergência endoscópica
- Perda de peso significativa
- Sangramento
- Falha de crescimento em crianças
- Dor torácica intensa
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