- Disfagia progressiva — inicialmente para sólidos, depois também para líquidos
- Regurgitação de alimentos não digeridos, principalmente à noite
- Dor torácica em aperto após comer
- Perda de peso involuntária
- Tosse noturna e pneumonia por aspiração
- Sensação de alimento parado retroesternal
- Soluços frequentes
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Causas e fatores de risco
A causa exata é desconhecida na forma primária. O que acontece é a degeneração dos neurônios do plexo mioentérico do esôfago, o que impede o relaxamento do esfíncter esofágico inferior. Fatores conhecidos:
- Idiopática — sem causa identificável (maioria dos casos)
- Doença de Chagas — causa secundária importante no Brasil (megaesôfago chagásico)
- Auto-imune — associação com outras doenças autoimunes
- Viral — hipótese não confirmada
- Pseudoacalasia — tumor infiltrativo mimetizando (importante excluir com endoscopia)
Diagnóstico: manometria esofágica (padrão-ouro), esofagograma (imagem “bico de pássaro”) e endoscopia para excluir tumor.
Não há cura, mas há bom controle sintomático. Opções, do menos ao mais invasivo:
- Medicações (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio) — efeito limitado, pouco usado
- Toxina botulínica endoscópica — injeção no esfíncter, efeito temporário (6-12 meses), opção para idosos/frágeis
- Dilatação pneumática endoscópica — expansão do esfíncter com balão, boa resposta em ~70%
- Miotomia endoscópica peroral (POEM) — corte da musculatura por endoscopia, alternativa moderna
- Miotomia de Heller — cirurgia laparoscópica, padrão-ouro histórico
- Esofagectomia — reservado para megaesôfago avançado
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Quando procurar atendimento médico
- Perda de peso rápida — investigar câncer esofágico associado
- Sangramento digestivo
- Dor torácica intensa e persistente
- Pneumonias de repetição por aspiração
- Impossibilidade total de deglutir saliva
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